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Home Archive for setembro 2016


Como colocar em palavras sentimentos?
Como expressar aquilo que eu penso?
É difícil saber o que devo fazer, meu coração diz “vá, continue, tente outra vez”
Minha cabeça diz “chega de se enganar, chega de se iludir, esse amor acabou aqui”
Acho que todos já sofreram por amor, por uma amizade perdida, por uma paixão esquecida, por abraços não dados, beijos que não foram roubados, pessoas esquecidas, amizades que você não fez questão de continuar, assuntos que você esqueceu de puxar.
Será que está tarde demais para continuar esquecendo de viver?
Talvez um dia olharemos para trás e o que você deseja lembrar?
Suas memorias são os blocos da sua muralha.
Não importa se você escolheu seu coração ao invés da razão.
Escolheu aquilo que sonhava em vez do que era melhor para você, afinal, para que serve a amizade se não para nos ajudar com essas escolhas?
Sabemos que no fundo são eles que decidem por nós, pois sempre vamos escolher errado.
Acabamos escolhendo aquele amor que nos maltrata, aquela profissão que não é “a nossa cara”, escolhemos aquilo que achamos que sabemos. Tente ver por fora do contexto.
Nos conhecemos? Claro que sim. Decidimos o melhor sempre? Claro que não.
Sempre deixei-me levar pelo coração, esqueci que no mundo não existe só bondade, que as pessoas sempre vão querer se aproveitar de você.
Mas sempre tem aquele “tente outra vez”.
E a nossa mente fica dizendo “não quebre a cara de novo”.
Como viver desconfiando do mundo? Isso não é viver...
Como viver sendo racional? Sendo que somos seres humanos cheios de sentimentos.
É isso que somos. Somos um poço de sensibilidade.
Meus erros, minhas falhas, meus poucos acertos.
São coisas que escolhemos.
São coisas que fazem sermos quem somos.
Então quem é você? Quando alguém fala “pense com carinho” como você pensa?
Com aquele coração de criança cheio de esperança ou com aquela cabeça adulta sempre pensando nas consequências?
Que lado você deixará fluir ? O coração ou a razão?
Pobre menina sonhadora, para ela o mundo era encantado, nunca sofreu por um amor verdadeiro, nem sabia o que era chorar por tristeza.

Sentia tão intensamente, amava tão loucamente, até a mais repulsiva flor. Seu coração transbordava alegria. Quem dera eu ser como essa menina.

Doce e gentil, com o sorriso encantador, em seus olhos não via sofrimento. Mas que alegria divina, achei que pudesse aprender com aquela menina, deixar meu passado e angustias de lado, dar a mão para uma forma de ser feliz.

E quem disse que eu poderia ser feliz? Afinal, o que era a felicidade? O doce amargo da alegria era tudo que me consumia. Nunca soube o que era ser feliz. 

Em um festival vi aquela menina, dançando que nem uma boneca, seu corpo se movia lentamente conforme a música, seu vestido rodava tão sutilmente, suas mãos deslizavam graciosamente, seus cabelos macios encaracolados da cor do pôr do sol. Aquele sorriso era fatal para mim, com os olhos fechados ela dançava preparada para morrer ali, transbordando prazer e alegria.

Despreocupada com a vida ela aproveitava cada segunda que tinha, eu sentia tanta inveja por não ser assim. Ser incapaz de apreciar a beleza da vida, as cores da alegria. Como disse, não sabia o que era felicidade, enquanto ela dançava, ali ficava admirando, desejando-a, sonhando com uma forma de roubar aquela felicidade. 

Planejando mil formas para ter aquela graciosidade de menina, cujo o nome eu não sabia. Uma forma simples de ter tudo aquilo para mim.

Ela não desconfiava de ninguém, acreditava fielmente no “feliz para sempre”. Moça, não transmita tanta beleza assim, a inveja consome o ser humano e me consumiu de tal forma que quero você dançando só para mim, quero essa graciosidade em meu quarto acorrentada. 

Quero que você pare de ser feliz e comece a entender a minha infelicidade, quero que seu sorriso morra, que seus olhos fiquem em lágrimas, sua gentileza acabe e que seu sonho vire pesadelo.

Esperei tanto para ter você só para mim. Demorei anos para te conquistar, ganhar seus beijos e abraços, agora que está apaixonada por mim, será só minha. Aquele toque suave do seu beijo, os abraços apertados e tão gentis, me conquistava cada vez mais e como eu a desejava, era uma menina linda de todas as formas.

Não fiquei satisfeito com esse novo relacionamento, afinal, você ainda ficava dançando para todos e não só para mim, ninguém deve ter percebido a pureza que vi em você, não me faça ter que te prender, não implore, não chore, não demonstre o que está prestes a acontecer. 

Você nunca desconfiou da minha mente doentia, não sabia do que eu era capaz, mas finalmente chegou o dia. O dia em que te peguei pelos cabelos, arrastei até sua nova prisão, irá ter que dançar por comida, irá ter que ser minha. 

Ela ainda não acreditava no que aconteceu, trancafiada em meu quarto, com as mãos amarrada a cama. Ela não sabia o que fazer, gritar por ajuda nunca foi uma boa solução, cansada demais, anorexia, sem forças, sem vida, ela deseja morrer, sentiu tudo que nunca tinha sentido, com tanta intensidade. 

Medo, angustia, tristeza, seus piores pesadelos, aquele brilho que ela tinha apagou-se, mas nem por isso deixei de vê-la dançando e ela dançava acorrentada com tanta tristeza que me satisfazia.
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